quarta-feira, 17 de dezembro de 2014



Neste domingo inicia o Bazar Pra Você edição Bota Fora, a última edição do ano. Ele vai ocorrer nos dias 21, 22 23 de dezembro e vai ter ótimas opções de compra, com produtos bons e novos sendo vendidos a preço de bazar.

Eu fui na 3ª edição. Esta vai ser a 5ª. Fui pra trabalhar com a minha esposa na Loja Bonitona. Lá pude não só entender como funciona um bazar por dentro e por fora, como pude ver a minha gatona em ação. Foi fantástico ver o quanto ela evoluiu no ramo, com poder de negociação, planilha de custos de cabeça e muito mais que eu simplesmente não poderia explicar aqui.

Eu tenho muito orgulho da minha Bonitona. Não só está organizada há tempos para o Bazar Pra Você como vai fazer questão de ter tudo muito bonito para os clientes. Mesmo com os braços afligidos por dores, estava recortando pequenos círculos de papel amarelo para desenhar com letra primorosa as etiquetas de preço personalizadas. Ela poderia fazer tudo por computador, mas preferiu dar um toque pessoal pensando nos clientes. Levará não só variedade como novidades, tendo trazido coisas de muitos lugares diferentes do Brasil e do Mundo.

Tudo isso é para você, que vai visitar lá. Para este bazar vamos levar bolsas, relógios, roupas e muito mais. Passe na Loja Virtual do Facebook para ver os produtos. Lá estaremos com grandes descontos e negociando tudo na hora. Aliás, todas as lojas estarão fazendo isso.

É uma ótima opção para comprar presentes de Natal. Da última vez que fui lá, vi coisas das mais variadas e mesmo inéditas pra mim, como arroz de tacacá e cerveja pra cachorros (sem álcool e sabor carne).

Vi que no bazar cada dia é diferente do outro, com novas promoções, sorteios e brindes acontecendo a todo o momento. Se puder, vá todos os dias.


Boas compras!

terça-feira, 16 de dezembro de 2014



TRICAMPEÃO!

Ganhei mais uma vez o Top Comentarista do blog A. Constantino Brandão. Como expliquei para a blogueira, não vou mais participar para dar uma chance aos outros.



Como ela disse, não haverá esse mês, mas siga o blog A. Constantino Brandão para ter a chance de ganhar o próximo!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Utilidade pública de Natal


Um tatuador que eu conheço (ainda) apenas pelo Facebook promoveu uma rifa de uma tatuagem de R$ 1.000,00 para ajudar uma senhora. Entrei em contato com ele e descobri uma incrível história de dor, sofrimento e fraternidade.

A mãe de um amigo dele tinha má circulação em uma perna e, ao andar de ônibus, certa vez, levou um pisão com um salto alto e a ferida nunca cicatrizou. Com o passar do tempo e nunca encontrando um especialista que resolvesse seu problema, a perna foi piorando.

Finalmente, um ano depois do acidente, esta senhora descobre o especialista específico, alguém versado em vascularização, que lhe disse que o remédio agora seria amputar a perna direita, até uns centímetros acima do joelho, para evitar comprometer o resto do corpo. Não só teve o membro amputado como o médico lhe negou a possibilidade de usar muletas. Esta senhora está há dois anos em uma cadeira de rodas.

Quando Sagas Tattoo soube disso, descobriu que ela poderia usar uma prótese, só que a família simplesmente não poderia arcar com isso. No ato de fraternidade mais legal que eu vi este ano, ele resolveu fazer uma rifa de uma tatuagem de R$ 1.000,00. Cada rifa custa R$ 50,00 e estará à venda em sua loja até o final de janeiro de 2015.

Sagas começou na tatuagem em 2008, precariamente, sozinho e em casa. Foi evoluindo e em 2010 ganhou seu primeiro prêmio: segundo lugar na categoria amazônico. Continua se desenvolvendo na arte e já conta com 5 prêmios ao todo (o que é quase um prêmio por ano desde seu início). Por isso, recebe patrocínio da melhor marca de tintas para tatuagem do Brasil – Electric Ink – sendo o único amazonense a ser patrocinado pela marca. Sagas afirma que dará “...o máximo de mim nessa tattoo que vou fazer pra quem ganhar nessa rifa porque sei que essa tattoo ajudou a uma pessoa a realizar um sonho de poder andar novamente”.

Abaixo um pouco do trabalho do tatuador:





Sagas tatua em Manaus, na Avenida das Torres, ao lado do antigo Motorock Bar, altos da Drogaria Farmabem e do Sushi Bar Temakeria.

Clique aqui para visitar a página do Sagas e se informar sobre como adquirir a rifa. Aproveite para parabenizar o homem e desejar força para a senhora que receberá a prótese em breve.


Vamos realizar essa!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014




Tenho trabalhado um bocado e por isso está cada vez mais difícil manter o Sucupiras atualizado, ainda mais se for para escrever algo original ou mesmo qualquer coisa, me limitando mais a uma tradução de algum Manly Guys Doing Manly Things, mas vamos lá!

Vou iniciar aqui uma série de dicas para mestres de RPG. As dicas serão simples e diretas e por isso qualquer mestre com qualquer tempo de experiência poderá se valer delas.

Vejam bem: não serão REGRAS, mas orientações gerais. Use se quiser, discorde ou mesmo adapte. O que me dá know-how para escrever sobre o assunto é o meu tempo jogando RPG com mais ou menos intensidade e frequência, presencial ou à distância: uns 23 anos!

Então, como muita coisa já se escreveu sobre muitos assuntos, vou começar a escrever sobre mestrar para crianças.

Idade ideal pra começar – por volta dos dez anos.

Eu tenho cinco filhos. Os dois mais velhos já jogam RPG comigo há um tempinho, mas nem sempre foi assim. Tentei mestrar há uns 4 anos e eles eram tão jovens que não entendiam muitos conceitos, não se concentravam na história e esqueciam trechos dela. Era muito mais fácil se distraírem brincando com algum dado em cima da mesa do que interpretando. Eles tinham seis e oito anos. Então, ano passado, comecei a levá-los para eventos e se interessaram pela coisa. Jogam comigo esporadicamente há um ano e tem 10 e 12 anos hoje, sendo que o mais velho inclusive já é mestre de um sistema que ele mesmo inventou para adaptar Dragon Ball. Nesta idade, já entendem conceitos gerais, se prendem na história, tem gostos bem definidos (lembrem-se que um dos papéis do mestre é divertir os jogadores) e mesmo tem certo domínio da matemática básica para que possam ao menos aplicar modificadores rapidamente. Aos dez, a maioria das crianças já entende legal conceitos como morte, magia, luta, religião ou política ainda que “por alto”, o que vai fazer o enredo fluir.

Cenário adequado – depende do moleque.

Há quem defenda que crianças devem jogar RPGs que fujam da violência, mas considero isso um erro. Claro que estou me referindo à crianças com dez ou mais anos e, se por acaso você conseguir mestrar para meninos e meninas com seis anos, por exemplo, acho que pode ser uma boa, mas vai sempre depender do menino(a). Meus filhos (quase) todos curtem filmes de terror e começaram assistindo A Noite dos Mortos-Vivos (o remake de 1990 é meu preferido) comigo aos dois anos de idade sendo que o filme preferido da minha mais nova é Madrugada dos Mortos do Zack Snyder. No meu caso, posso e devo mestrar terror para os filhos que está OK. Divertimento garantido, mas recomendo isto: conheça BEM a criança antes, pois muitas estão passando por problemas e uma cena mais barra-pesada pode suscitar memórias reprimidas. O que quero dizer é que não existe cenário ideal, mas cenário adequado para público adequado.

Regras – quanto menos, melhor

Tá, a criança já manja matemática e vai entender coisas como flanquear, ataques de oportunidade, a aleatoriedade dos dados e o caralho a quatro, mas vai querer brincar. Por isso, regras simples e diretas, focando mais numa interpretação prática e em ação fluida é muito melhor. Uso isso até para adultos e por isso mesmo dá para fazer um grupo de jogadores com gente de 12 a 42 anos, dependendo mais das crianças do que de qualquer coisa. Para a molecada, o importante vai ser poderem contar com os grandes feitos na memória e não aquela jogada de dados incrível em que tudo deu certinho. Claro que uma jogada dessas também vai ficar na memória, mas muitas vezes você pode só usar o bom senso e ver que aquele monstro tinha mais é que morrer mesmo!

Descrições – quanto mais, melhor

Como disse antes, é muito fácil ficar distraído com os dados coloridos e com muitos formatos diferentes quando se tem dez anos de idade. Uma das coisas que você deve fazer é chamar atenção à todo momento para a história. Você vai fazer isso de muitas formas, mas a que vai dar menos trabalho e que vai tornar tudo mais vívido é descrever tudo o que os cerca o tempo todo. Parece que vai dar muito trabalho, mas não vai. Só vai te deixar um pouco rouco

Meu escritor favorito é H. P. Lovecraft e ele dizia “nunca explique nada”, querendo dizer que ao contar uma história você deve ao invés de ser minucioso sugerir o que acontece e deixar que a mente de quem escuta complete a coisa. Isso quer dizer quer você deve falar o que cerca os personagens, mas há um jeito certo e um errado de fazer isso.

Exemplo de jeito errado: “A antiga porta de metal, reforçada com grandes rebites, está escancarada bem à frente de vocês. No outro cômodo há um monstro que parece já ter sido humano em algum outro momento do passado. Ele tem maquinário saindo de suas costas com vapor saindo por alguns tubos. A carne é rota e frouxa em muitos pontos de sua anatomia e ele tem um membro robótico galvanizado onde deveria estar seu braço esquerdo e, ao ver vocês, avança lentamente com essa garra metálica estalando diabolicamente. Ele está vestido como um açougueiro, imundo do sangue de suas vítimas!”

Exemplo de jeito certo: “Há uma outra porta. Lá dentro há um monstro. De repente ele vê vocês, levanta uma mão em forma de pinça de metal e vem andando. Ele não é blindado ou usa capacete. Só é feio e tem metal nas costas.”

Pode contar que as crianças vão completar o que precisarem para matar o monstro, que só está ali para ser morto.

Se precisar explicar mais que isso, usa uma foto ou um vídeo de dez segundos ou um áudio. Faça macacada, interprete bem as reações dos que falam com os personagens, faça piadas com as jogadas ruins para descontrair – como no caso de alguém que tenta se esconder e deixa a bunda de fora da moita – para que levem sempre tudo na esportiva e lembrem aos jogadores, todos iniciantes, que tudo não passa de faz-de-conta e que separem os personagens deles mesmos.

Use a dicotomia Bem versus Mal

É claro que o monstro está ali para ser morto. Só é feio para dar impacto e marcá-lo como inimigo. Na cabeça das crianças não existem tons de cinza e você é do bem ou do mal. Eu fiz personagens complexos antes e tive de ouvir várias vezes em ocasiões distintas algo como “ele é do bem ou do mal?”. Deixe tudo as claras: se não gosta de clichês de monstros maus e mocinhos bonitos, faça monstros bons e mocinhos maus, mas deixe claro quem é amigo e quem é inimigo. As crianças com mais de 10 anos irão entender alguém disfarçado de bom que na verdade é mau, mas não uma pessoa boa e má ao mesmo tempo, como na vida real.

Não subestime seus jogadores

Eles são crianças, não idiotas! Faça um jogo respeitando-os como indivíduos capazes de se virar, que entenderão os vieses que aparecerem e só aponte a direção a seguir se estiverem completamente perdidos. Se o grupo for misto, com jogadores infantis e adultos, garanta que os mais velhos sejam inspiradores, mas não controladores. Procure manter um tempo equivalente para cada jogador, sem privilegiar mais jovens ou mais velhos. Faça os garotos lutarem para conseguirem coisas boas durante a sessão de jogo e aí irão valorizar itens mágicos. As balas não podem durar pra sempre e você, mestre, deixe isso claro antes delas acabarem. Isso dará um peso ao jogo, tornando-o palpável e os personagens responsáveis.

Semana que vem tem mais, pessoal!