sexta-feira, 23 de maio de 2014



Amanhã é aniversário do meu filho mais velho Luiz Felipe!

Faz doze anos neste dia 24 de maio, Dia da Infantaria. Dizem que isso marca o início da adolescência, mas pra mim, ao menos, só considerarei assim quando ver barba crescendo na cara dele, o que pode acontecer a qualquer momento.

Se fosse um personagem da Turma da Mônica, seria o Titi: amigo de todos, um pouco mais velho que a maioria dos amigos, por vezes nervoso e afoito, mas um cara excelente!



Ele é muito inteligente e está aprendendo rápido a lidar com as novas situações que vão se apresentando. Isso vai ser realmente importante na adolescência. Quando pode pergunta alguma coisa pra mim, mas tem resolvido muitas coisas atualmente com a própria cabeça, o que eu acho ótimo. O lance é se tornar independente.

É um menino bom e sonhador, mesmo com todas as dificuldades presentes e outras à frente. Espero continue assim e se torne um cara forte no futuro.

Parabéns, meu filho! Pai te ama!

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Seguindo com a série de filmes que todo nerd deveria ver, hoje temos uma breve explanação e o próprio A Vida de Brian para assistir.



Desculpem por não postar filme semana passada. Simplesmente não deu!


Assista lá e depois, se interessar, volte aqui para ler um pouco sobre o filme. Só digo isto, para incentivar a audiência: É considerado por muitos como o melhor filme de comédia de todos os tempos! Não encontrei uma versão original com legendas em português, daí fiquei com pena dos que mal falam português e meti duas versões do filme aqui no Sucupiras.

Original

Dublado



A Vida de Brian só podia mesmo ser um grande filme: foi produzido pelo George Harrison (ex-Beatles e um dos 100 melhores guitarristas de todos os tempos), sátira da Bíblia (livro mais impresso, distribuído e lido de todos os tempos) e estrelado, dirigido e tudo o mais pelo grupo Monty Pyton, que inspirou humoristas no mundo inteiro, começou como programa de televisão, mas produziu filmes, shows, programas de rádio... Agora imagine que este filme estreou em 1979 – 35 anos atrás – demonstrando não só genialidade à frente de seu tempo, mas coragem para enfrentar todos os problemas que certamente viriam daí. Ainda hoje o filme é controverso.

Aliás, quero “deixar dito” aqui que todos os filmes do grupo são antológicos!

Além de ser considerado o melhor filme de comédia de todos os tempos, também é considerado um dos melhores 100 filmes já feitos em diversas listas de programas, revistas e sites especializados.

Basicamente o filme mostra um coitado que é confundido com o messias e, por mais que se esquive disso ou que diga que não tem nada de santo, é seguido por uma multidão cada vez maior!

Existem muitas cenas incrivelmente populares e de onde se tiram ideias cômicas ainda hoje, mas a cena mais marcante é mesmo a da crucificação. Aqueles que vão morrer decidem fazer um musical (!!!), o Always Look On The Bright Side of Life. Os ingleses gostam tanto dessa parte do filme que o Iron Maiden SEMPRE termina seus shows com a música original tocando em playback.

As críticas às religiões baseadas na Bíblia são muitas. No Sermão da Montanha vemos que é muito difícil para a multidão ouvir cada palavra e acabam entendendo como querem, nos apedrejamentos vemos que isso se tornou uma espécie de passatempo dois mil anos atrás, vemos que as pessoas naquela época já estavam desesperadas por seguir qualquer coisa que dissesse que tudo iria melhorar, o que talvez mostre que isso é e sempre será natural do ser humano... Ainda assim, é mais uma crítica à sociedade da época. Ainda assim, foi considerado blasfemo e foi proibido em muitos lugares. Tenho certeza de que em nossos dias há quem proíba sua congregação de assistir ao filme.

Muito mais poderia ser dito, por exemplo, sobre a burocratização dos ritos ou na velha história de que o sacrifício de Cristo não tem sentido, se você pensar bem nisso, mas tudo isso nos é apresentado em forma de comédia para que fique mais palatável. Nem todos estão prontos para a verdade nua e crua, um toque de humor ajuda a engolir verdades duras, Et Cetera. O filme cumpre seu papel de boa comédia, que é uma crítica com alívio cômico. Assista lá se já não assistiu e volte aqui semana que vem para outro filme que todo nerd deveria ver.

quarta-feira, 21 de maio de 2014



Como eu disse semana passada, peão normalmente é filho da puta: se você não está prestando atenção no trabalho dele... E você tem de sair pra trabalhar, daí é quase certo que à note, quando voltar pra casa, veja algo terrivelmente errado naquele trabalho caro que você está pagando para fazer. Os piores peões são os pedreiros, sem sombra de dúvida.

Hoje teremos banheiros de filho da puta!

























Pedreiros... ruim com eles, pior sem eles!

terça-feira, 20 de maio de 2014



Diabo no Couro – Parte 2

Teve um pesadelo. Não era de sonhar, mas quando o fazia normalmente eram visões ruins. Estava habituado, mas este foi muito diferente dada a vivacidade da coisa. Atribuiu o fato à cama estranha e ao cansaço da viagem. Até que gostava de ter pesadelos vez em quando. Um deles relacionado com a tatuagem era uma boa história para contar. Ou seria, se fosse de compartilhar o que lhe ia pela cabeça.

Claro que fora um sonho. Apagou no chão depois de ouvir a palavra do monstro tenebroso – qual era mesmo? – e pela manhã estava na cama. Ainda tinha uns dias de férias e queria descobrir o que fazer. Um lugar cheio de gente com modificações corporais tinha de ter bares fantásticos e pessoas incríveis...

...ou ao menos uma mulher que valha a pena trazer pro hotel.

Não tinha a menor vontade de se levantar da cama. A luz entrando pela fresta da janela parecia clara demais. Estava quente, mas preferia assim porque sua terra natal era quente. Por isso viajara em agosto, perto do seu aniversário, mas não esperava que o Sol brilhasse tão forte. A luz batia nos lençóis brancos e o cegava. Pegou o celular para ver as horas e se surpreendeu: passava de uma da tarde!

Quanto tempo eu dormi?

Pensou em levantar, mas com o simples movimento de sentar uma indolência terrível o venceu. Mal tinha fome, porque não continuar deitado? Procurou o controle remoto com as mãos por cima da cama sem se dar ao trabalho de olhar è sua volta. Não encontrou nada, mas percebeu que estava nu.

Quando foi que eu tirei a roupa?

Imaginava quando é que havia começado a sonhar. Talvez tenha chegado exausto, tomado banho e deitado. Todo o resto fazia parte do sonho estranho que teve durante a noite. Ao menos assim pensava, pois sequer lembrava desse banho.

Uma hora se passou. Precisava vencer a inércia e sair da cama, comer alguma coisa. O fez muito lentamente e se obrigando a isso. Fechou bem as cortinas e pediu ao serviço de quarto que lhe trouxessem pão, café com leite, suco, geleia, queijo, presunto, mamão e iogurte. O criado não quis lhe atender, dizendo que já estavam com o cardápio do almoço. Geanderson, ainda nu, lhe disse que estava pagando por tudo e que, uma vez que acabara de acordar, queria tomar café. Era isso ou que chamasse o Gerente. Tempos depois seu pedido estava em sua porta, com um discreto pedido de desculpas rabiscado num papel. Ele se enrolou nos cobertores, abriu a porta e puxou a comida para dentro do quarto.

Enquanto comia, percebeu que não havia tomado banho. Estava tudo cada vez mais estranho, mas nada que uma ducha não resolvesse. Terminou seu repasto e entrou no box. Queria lavar as lembranças do sonho, mas também queria lembrar a palavra que lhe foi dita. Era algo em outro idioma ou não entendera direito o que fora dito? Onde foi que já ouvira aquela porra?

Logo que o banho começou sentiu dores no pênis. Parecia que lhe queimavam com cigarro. Desligou rapidamente a água e olhou bem para ver o que acontecia. Notou, para seu espanto, que seus genitais estavam cheios de feridas. Haviam pares de pequenos furos na parte de cima e dois arranhões longitudinais de cada lado, da base à cabeça. Eram superficiais, sem qualquer inflamação, e já haviam criado casca, mas ao molhar esta amoleceu e daí a dor. Aumentou o calor da água e lavou cuidadosamente, com uma esponja e muito sabão, e já pensava em sair para tomar antibióticos. Mais uma vez, a perspectiva de enfrentar o Sol lá fora com sua luz incrível lhe parecia demais e desistiu. Ligou para o serviço de quarto e pediu estojo de primeiros socorros, se enxugou e se vestiu.

Se a água era terrível, como seria passar água oxigenada?

“Devem ter me drogado durante a noite e aí eu fodi um buraco na parede ou coisa assim”, pensou. Logo chegou o pessoal do hotel. Havia um médico ou enfermeiro todo de branco com uma maleta, um copeiro e um carregador. Perguntaram se precisava de cuidados médicos, e Geanderson “não, são só arranhões”. “Posso ver?” disse o profissional de saúde. “Não”, foi a resposta, juntamente com a mão estendida para a bolsa de primeiros socorros nas mãos do carregador.

Tinham de ter dragado Geanderson. Não havia possibilidade dele ter se machucado daquele jeito e não lembrar. O sonho foi uma bad trip. Por isso não se lembrava de mais nada. De repente um arrepio lhe correu a espinha. Teriam lhe roubado algum órgão? Correu ao banheiro, se despiu e procurou cuidadosamente por suturas em qualquer parte de corpo. Não encontrou nada. Abriu as nádegas com as mãos e olhou seu ânus para saber se fora sodomizado. Nada. Olhou seus pertences para saber se algo estava faltando e estava tudo lá.

Que porra aconteceu ontem?

Voltou mais calmamente ao espelho. Olhava agora suas tatuagens. Haviam linhas em forma de asas estilizadas nas costas, o número 77 no lado esquerdo do peito, um ícone no ombro esquerdo com uma tribal da base do pescoço ao antebraço no mesmo lado. Ainda queria tatuar o braço direito. Olhou mais cuidadosamente seu diabinho, que começava a escamar. Pegou uma pomada hidratante e passou lá.

O monstrinho parecia mais alegre hoje.

Subitamente ficou tudo preto e lembrou do rosto escuro e sorridente – quase um Gato de Alice – próximo do seu e aí a palavra foi mais uma vez sussurrada.

...csábító...

Agora a coisa estava gravada à fogo em sua mente. Estava decidido a sair e descobrir onde foi que ouvira aquela coisa. Escreveu num papel como entendeu que se pronunciava – tchávitô – e só descansaria depois de aprender seu significado. Tudo iria fazer sentido e teria paz outra vez. Só uma coisa ainda o incomodava: as marcas em seu pênis pareciam feitas pelos dentes de seu demônio pessoal, ainda sem nome.