Mês passado fui ao show do Ratos de Porão com Krisiun e duas bandas convidadas, Sábado estive no Rock Manaus e no Dia Mundial do Rock, segunda-feira, passei na Praça do Congresso para assistir a um show comemorativo com meus filhos. Faz um tempo que não falo do final de semana por aqui e não e bem sobre isso que eu venho falar aqui, quero falar sobre como está a cena rock em Manaus hoje em dia.
O Ratos de Porão é uma banda que eu escuto há muito tempo. Apesar de preferir Heavy Metal, gosto muito de hard core e de punk rock e o RDP é conhecido por fazer uma mistura dos dois estilos. É por isso que a banda é tachada de traidora do movimento punk, diga-se de passagem. Lembro que o próprio João Gordo disse em entrevista algo como “esses moleques de hoje em dia não sabem o que é ser punk e querem dizer que eu sou traidor do
Fui pelo Ratos, mas antes iriam tocar três bandas de death metal. Não gosto de death, mas não odeio o estilo e ainda é metal pesado, coisa muito melhor que vários outros estilos em minha opinião.
O que me chamou atenção foi o mosaico que eu via à minha frente, composto desde por gente tão jovem que era acompanhada pela mãe e garotinhas bem-cuidadas que estavam nervosas e sozinhas até gente mais velha que meu pai. Lá se via punks caracterizados assim como o povo com aspecto maligno do death metal, lado a lado, o que me deixou muito feliz e com a impressão de que iria correr tudo bem, de que iria ser uma noite muito boa.
Digo isso porque há meros quinze anos atrás não se misturava death com mais ninguém, nem punks cabeludos andavam com carecas. Isso era porrada na certa. Desta vez, porém, foi diferente, já que o povo confraternizava e mesmo sabia cantar as músicas uns dos outros. Isso mostra que o povo percebeu que brigar por causa de estilo não vale porra nenhuma, que o negócio é curtir o rock.
O local estava todo paramentado no estilo no death, com uma faixa escrito KRISIUN bem grande, mas o negócio, que já estava forte, ficou doido com a entrada do Ratos de Porão. Rodinhas do Mal lá no show, mas eu entrei assim mesmo. Caras leves como eu tem de ter experiência e atitude nessas horas. O Gordo sabe MESMO fazer a galera ficar doida. Aconteceu tanta parada lá que se eu escrever isso aqui no Sucupiras levaria dias e esqueceria coisas. Basta dizer que me ofereceram pó pra cheirar ainda do lado de fora (que recusei) e que me arrebentei muito mais parado do que nas rodas! Uma grade de proteção balançou e daí o pé dela veio no meu dedão esquerdo. Em seguida, muitos subiram na grade de proteção e daí o peso aumentou no meu pé, mas como eu estava com um sapato de pano deu para diminuir a pressão no pé puxando o pé pra trás dentro do sapato, mas ele continuava preso lá, daí eu deu um encontrão com um grito na grade e liberei o pé. Mas até que o dedo não ficou mal. Comprei um adesivo do próprio baterista do Ratos de Porão, o Boka. Também achei muito legal o pessoal usando camisas desenhadas pelo Marcatti, desenhista do Fráuzio e de muitas capas do R.D.P.
Rolou lá o que sempre rola em Manaus: muita gente vai pra ouvir a música do lado de fora e gasta a grana com cerveja ou coisa assim. Se o povo não prestigiar, esses eventos não vão pra frente! Outra falha é a da organização, que geralmente deixa a desejar. No caso deste show, o som estava uma porcaria e não dava pra entender o que os vocalistas falavam entre as músicas.
No sábado aconteceu o Rock Manaus, que ficou bagunçado desde o início. Como os organizadores não conseguiram manjar os horários direito, as bandas que tocaram por último tiveram de encurtar a apresentação. A melhor banda da noite foi a Break Seasons, que mesmo sendo aclamada pelo público teve de sair mais cedo. A Break é famosa por tocar grandes clássicos como Mr. Crowley e Rock And Roll All Nite com o vocal feminino da Cláudia. Os membros da banda se apresentaram usando camisas com o novo logotipo da banda.
Foram dez bandas, mas o ingresso custou meros R$ 10,00. Ponto pra organização. Encontrei grandes amigos e amigas por lá, reafirmei amizades e contatos para tocar no meu aniversário. Antes de passar no Rock Manaus eu fui ao ensaio de duas horas de uma banda chamada Necroblood, que faz um Metal Pesadíssimo, com letras próprias, influenciados por coisas como Matanza, Slipknot e Lamb of God. Dou o maior valor para bandas com letras próprias, mas é outra coisa que está devagar por aqui, até mesmo por culpa das casas de rock daqui. Só o Vitrola e o Café atômico abrem espaço para isso, além de alguns poucos bares pequenos como o Miros Bar, mais conhecido por Bar do Cabeludo ou Bar do Carlão.
O mesmo pessoal organizou o evento do Dia Mundial do Rock na Praça do Congresso. O evento deveria ter começado às 16:00 horas, mas eu cheguei com meus filhos e o Brother Flávio quase às 19:00 e ainda tivemos de esperar muito para ouvir música ao vivo, pois até o palco desarmaram por falta de pagamento. As bandas que tocaram o fizeram em cima de um caminhão, só para não deixar a parada passar em branco, e ainda cortaram completamente a Break Seasons aparentemente por ciúmes de um dos dois organizadores do evento. Destaque pra Hipnose, que abriu pro RPD e Krisiun no outro show e que tocou seu death competente, fazendo a galera bater cabeça. Meus filhos chamaram atenção fazendo isso, mas só até passar perto da gente um garotinho com não mais que um ano de idade fazendo o mesmo sentado no pescoço do seu pai.
Mesmo assim, quem fez a festa, mais uma vez, foi a interação entre público faminto de diversão e as bandas que fizeram o seu melhor. Nem todas eram do meu agrado, mas sei que tocaram por amor ao Rock&Roll. Não rolaram brigas dignas de nota nesses eventos, mostrando que somos malditos, mas nos entendemos bem. Enquanto rolar esse tipo de energia entre os fãs de rock, o estilo continuará a crescer no coração da Amazônia.
Semana passada assisti Dez hinos do Metal segundo o Top Top da MTV. Não concordo com as posições ou a escolha de muitas das músicas, mas vou postar aqui na sequência mostrada no programa com as explicações dadas por eles. É uma boa lista de qualquer maneira, que serve para conhecer um pouco mais de música.
10º lugar – Highway Star – Deep Purple: É a música mais barulhenta do seu tempo, tanto que entrou pro livro Guinnes dos Recordes por isso. Misturou música clássica com rock.
9º lugar – Roots, Bloody Roots – Sepultura: O Sepultura é mais famoso lá fora que o Pelé. Foi considerado o troço mais furioso de sua época de ouro. Misturou ritmos brasileiros com trash metal. Deveria ser o Hino Nacional!
7º – Bring the Noise – Anthrax e Public Enemy: parceria rap e metal começou de verdade com essa música. Hoje há estilos baseados nessa união, que nasceu da junção de dois tipos de, na época, minoria musical.
6º – Breaking the Law – Judas Priest: Desde 1970 botando pra foder, inventaram o aspecto do metaleiro, com cara de mau, roupas de couro preto e tachas de metal. O vocalista se inspirou em motociclistas e sadomasoquistas para compor o visual.
5º – Back in Black – AC/DC: É por causa dessa música que nasceram os headbangers, os ”batedores de cabeça” que aqui são chamados metaleiros. A música é feita para se fazer isso e o guitarrista deles foi o primeiro a tocar batendo cabeça, mostrando a direção.
4º – Whiplash – Metallica: Inventou o trash metal com a música mais rápida e legal do estilo. Ninguém conseguia imitar, mas de tanto tentarem o trash cresceu rápido e se mantém até hoje.
3º – Whole Lotta Love – Led Zeppelin: Primordial no metal, essa música é de 1969. Tocou a alma da mulher e misturou gritos de orgasmo feminino com sons de bombas caindo.
2º – The Number of the Beast – Iron Maiden: Música emblemática do metal. O Iron tocou essa daqui em todos os shows desde 1982 e emplacou depois desta ser criada como se houvesse sido feito um pacto entre o poder das trevas e o pessoal da banda. Coincidências misteriosas rolaram imediatamente depois que essa música foi criada, o que rendeu mais notoriedade ao Iron Maiden, como o acidente de carro do produtor da banda com um fanático religioso, cujo conserto ficou por 666 libras esterlinas (e que foi arredondado para 668 pilas para “isolar”) ou o fato de que a música emplacou na 18ª posição das paradas de sucesso (6+6+6, sacou?).
1º – Black Sabbath – Black Sabbath: Primeira música do primeiro álbum do Black Sabbath. A banda tinha um nome cretino até que um dos integrantes olhou pela janela, viu que estava em cartaz um filme chamado Black Sabbath e resolveu mudar o nome da banda, dizendo “Não é engraçado como as pessoas pagam para ver filmes de terror? Porque não fazemos músicas de terror?”. A letra da música é inspirada nessa idéia e criou o estilo do Mal das letras de metal.
Parabéns, roqueiros! Um brinde! Independentemente da tribo a qual você pertence, faça algo para propagar o estilo. Rock liberta, defenda a liberdade!
“Deus do Rock, obrigado por esta chance de botar para quebrar. Nós somos seus humildes servos. Por favor, dê-nos o poder de estourar a mente das pessoas com nossa música de alta voltagem. Em seu nome oramos, Amém.”
Dewey Finn - Escola de Rock
Em cada cidade grande e em muitas das pequenas vai haver show de Rock. No caso de Manaus, isso se dará na Praça do Congresso e de graça!
Baixe Rock And Roll doLed Zeppelin e escute ao menos três vezes hoje!
Não existe defesa perfeita contra os mortos-vivos. Eles podem não ser criativos ou rápidos, mas com o tempo e um grande número deles é possível que entrem em qualquer casa, passem por qualquer barricada, alcancem qualquer pessoa. Ficar preso em um local e ouvir o gemido enlouquecedor que farão assim que detectarem a presença de presas será morte certa. O que fazer então?
A resposta está numa combinação de todas as defesas possíveis. Uma casa reforçada pode não resistir indefinidamente, mas uma casa reforçada, num terreno difícil, num lugar remoto resistirá por anos a fio. Um grupo desesperado indo de casa em casa em busca de suprimentos, fazendo barulho com suas armas a cada encontro com os mortos que andam jamais poderá descansar, ou será cercado e devorado, mas um grupo bem treinado e motivado, com um bom Plano A e um Plano B, metas traçadas, provisões e armas próprias viverá indefinidamente.
O que é mais seguro do que usar camisinha numa relação sexual? Usar camisinha, parceiro fixo e anticoncepcional! Qualquer medida de segurança, em qualquer aspecto da vida, se torna mais eficiente em conjunto com outras medidas de segurança. Nunca se pode dizer que se tomou cuidado demais com os mortos-vivos.
Uma casa comum pode resistir a uma insurreição de nível um, mas uma casa com boas grades de metal nas janelas e uma porta de madeira sólida resistirá a uma insurreição de nível dois. Uma casa de dois andares, uma vez que seja destruída a escada, mantém todos os ocupantes do segundo andar a salvo numa insurreição de nível três. O mesmo vale para apartamentos, mas só uma fortaleza vai impedir o avanço dos zumbis sobre o seu grupo numa insurreição de nível quatro.
Com algum tempo e dinheiro, você deverá construir uma boa casa para poder resistir com seu grupo ao menos o tempo necessário para que os primeiros dias da insurreição transcorram. Lembre-se que a princípio todos correrão aos seus carros e haverá caos nas ruas. Você não seguirá com eles, mas permanecerá em casa aguardando o melhor momento.
O ideal seria ter uma fortaleza. Uma fortaleza possuiria um muro não menor do que sete metros de altura, muitas dependências para se guardar separadamente e organizadamente: comida, bebida, armas e munição, geradores elétricos, baterias, equipamentos extras, livros e uma infinidade de coisas. Separe quartos para dormir e para a recreação, para reuniões e para alimentação. O portão será de aço, com dobradiças reforçadas e pesadas trancas.
Será difícil construir isso, ainda mais se você levar em consideração que o lugar ideal seria um lugar remoto, como uma ilha, e que você teria de ter transporte para chegar até lá. Mais nem tudo está perdido, pois as prisões antigas são assim e costumam estar em locais mais acessíveis. Basta tomar o cuidado de verificar se quem está no comando da situação aceitará o grupo sem lhe fazer mal, em nome da sobrevivência. Se não puder confiar em quem estiver no comando da penitenciária, procure outro lugar. Gente confinada frequentemente é tão ou mais perigosa que as hordas balouçantes.
A maior parte das pessoas não poderá construir ou tomar pra si uma fortaleza. Sendo assim deverá construir duas casas, uma para morar e outra para se retirar quando chegar o momento, pensando em certos detalhes.
Uma casa é para o dia-a-dia. Será uma casa funcional, no local escolhido por você para morar. Essa casa deverá ter um muro de três metros de altura, feito em pedra, com um forte portão de metal. A casa deverá ter dois ou três andares e uma escada de madeira entre o térreo e o primeiro andar, para ser destruída assim que todos estiverem em segurança nos andares superiores. Um machado deverá estar a postos no final dessa escada para este fim. Nunca destrua a escada com fogo, pois este pode se alastrar. Todas as provisões deverão ficar estocadas nos andares superiores, se possível, ou guardadas de maneira a poderem ser transportadas em menos de trinta minutos para os pavimentos de cima. As janelas, independentemente do andar, deverão ser guarnecidas com grades que não possibilitem a escalada. As portas deverão ser fortes e possuir trancas extras. As caixas d’água deverão estar localizadas na parte de cima da casa e nunca no térreo. O pátio deve dar a volta em toda a casa, que não deve tocar ou sequer se aproximar do muro em parte alguma. Não deve haver árvores que possibilitem a alguém subir ali e então se jogar contra uma janela ou mesmo em cima da casa.
Lembre-se de que um grupo desesperado de sobreviventes pode cobiçar a sua casa e então travar uma guerra para entrar. A ninguém deverá ser permitida a entrada, exceto os membros do seu grupo. Uma casa assim preparada resistirá certamente a uma insurreição de nível três, desde que todos se mantenham alertas para possíveis surpresas. Espere o inesperado. Acidentes acontecem.
Esta casa não resistirá, no entanto, a uma insurreição de nível quatro, situação na qual os mortos superam o número de vivos e é só uma questão de tempo para que eles lhe alcancem. Pode ser ainda que você tenha de sair por causa de um incêndio ou explosão na casa ou porque a água acabou e não parece que choverá o suficiente no próximo mês. Você irá então para a sua outra casa, feita para resistir por vinte anos ou mais.
Esta casa deverá ser num local remoto e secreto. Deverá ser remoto porque haverá pouca ou nenhuma gente e por isso mesmo nenhum zumbi. Deverá ser secreto para que você não tenha de disputá-la com ninguém ao chegar lá. É ruim de chegar lá? É difícil de encontrar? Vais precisar de um GPS ou coisa assim? Vais subir uma montanha ou enfrentar a selva para alcançar a casa? Melhor assim!
Morar nesse lugar não será fácil, mas será impossível para quem não tiver treinamento. O Exército do Brasil oferece cursos de sobrevivência. Pode-se aprender a usar um GPS na mata com cinqüenta reais e em menos de um mês. Pode-se comprar um terreno em condições tão difíceis por uma bagatela. Só não deixe para aprender tudo na última hora e com um instrutor não-credenciado.
A casa aqui poderá ser mais simples, adaptada às condições do local. Algo como uma grande casa de sítio, construída sobre palafitas para evitar a entrada de animais e possíveis mortos-vivos que passem por lá, com uma escada removível que será guardada na parte alta da casa. A selva oferece a camuflagem, isolamento acústico parcial, comida e água para quem sabe usar o que há nela, mas oferece também perigos tais como doenças potencialmente mortíferas como a malária, animais peçonhentos que se escondem em roupas, umidade bastante para estragar quase tudo e predadores à espreita. Não basta só aprender a lidar com isso em cursos, vez em quando você e seu grupo devem visitar seu esconderijo e passar algum tempo por lá, sobrevivendo.
Certifique-se de ter como chegar ao seu esconderijo. Verifique o veículo, um ponto de encontro com os membros do grupo, provisões e armas básicas para a viagem, cinco ou seis rotas seguras e possíveis para se chegar lá e o que mais você puder pensar até chegado o momento.
Veja que só estou falando de selva, mas há outros tipos de ambientes inóspitos e isolados que podem funcionar bem. Além disso, a combinação de defesas também vale aqui. O que é melhor que uma casa feita no meio do mato? Uma casa feita em uma ilha no meio de um arquipélago desabitado com cobertura florestal nativa!