segunda-feira, 7 de abril de 2014



Enquanto não rola a vasectomia, eu, que sou fã de filmes de terror, procuro maniacamente imagens como essas na internet. Pense nos seus ovos enquanto desce a página.











Sentiu aí? Nas bolas?

sexta-feira, 4 de abril de 2014




 Coisa Viscosa - Parte 1

Ao sair do metrô, Adroaldo levou uma cagada de um pombo na cabeça. Ao sentir o golpe molhado em seu penteado impecável, blindado com grossa camada de gel, nem passou a mão para verificar. Já conhecia a sensação, havia pombos demais na área.

Iria sujar as mãos pra quê?

Foi voando para o trabalho. Ainda teria de andar um bocado para chegar e estava atrasado. Bateria o ponto e daí pro banheiro conferir o estrago e se poderia fazer alguma coisa à respeito. No caminho, percebia pessoas lhe olhando com estranhamento, surpresa ou repulsa. Ignorava à todos, mas um homem lhe segurou pelo braço e tentou lhe dizer o óbvio, apontando para o alto de sua cabeça, os olhos fixos no local da imundície. Odiava isso. Com um repelão lhe gritou na cara “eu sei, me fodi, pensa que não estou sentindo?”

Todos na estação passaram a lhe olhar e apontar, ao menos com os olhos.  O burburinho crescendo conforme passava pelos transeuntes murmurantes. Parecia que falavam mais alto pelas suas costas, talvez temendo novo escândalo, mas não. Não daria essa satisfação à plebe rude. Já sentia o rosto vermelho de raiva e uma grossa gota de suor lhe escorria pela têmpora.

Chegando ao trabalho passou reto pelo porteiro que o encarava com olhos arregalados. Porque não podiam deixá-lo em paz? Será que ser alvo dos dejetos de um pombo já não era suficiente? Gente ridícula. Assim que comprasse um carro lhe aplicaria o insulfilme mais escuro que a lei permitisse para poder se separar melhor dessa massa de desocupados. Bateu o ponto, avistando já com o canto do olho gente se cutucando e lhe fitando a cabeça. Sentia-se tonto. Decerto pressão alta causada pelo misto de asco e ódio crescente que nutria pelos desgraçados que o cercavam.

Foi direto pro banheiro.

Cruzou com um homem que saía do banheiro. Este se deteve por um instante, olhou repentinamente para o alto da cabeça de Adroaldo e deu um pequeno grito abafado com o próprio punho. “É, é, caralho, vou tirar essa merda daí assim que você sair da minha frente”. O homem se afastou visivelmente horrorizado e Adroaldo achou que seu ambiente de trabalho já esteve mais bem frequentado no passado, mas estava com muita pressa para considerações gerais acerca de gente inferior.

Seus pensamentos foram interrompidos pelo choque brutal que seu reflexo no espelho lhe deu. Em cima de sua cabeça estava uma gosma verde e semitransparente, do tamanho de uma toranja grande, sendo que através dela se podia ver que a coisa havia devorado seus cabelos e pele onde estava fixada, e sua calota craniana estava bem à vista. Os ossos estavam tão limpos que podia ver a sutura sagital claramente. Não era sangue que escorrera mais cedo na estação: era um grosso filete de sangue, já coagulado.

Custava-lhe acreditar no que via. Pôs as duas mãos na coisa em sua cabeça, mas ela não saía. Era como tentar segurar óleo. Suas mãos entravam e saíam da coisa, mas não a retiam. Trancou a porta do banheiro por dentro e enfiou aquilo embaixo da torneira com dificuldade abaixando sua cabeça como se quisesse lavar os cabelos ali. A água não a afetava.

Era bizarro. O seria aquilo? Algum elemento químico que se derramou de algum vagão? Um monstro alienígena que caíra do céu? Porque nem mesmo sentia dor com tanto tecido vivo digerido em sua cabeça? De repente entendeu que estava tonto porque a coisa deveria estar lhe bebendo o sangue. Por isso tão pouco escorrera. Precisava se acalmar e encontrar um médico. Que especialista poderia lhe ajudar?

Tentou remover aquilo com a ajuda do paletó. Como foi igualmente impossível – a roupa só ficara molhada com o óleo da monstruosidade – ele enrolou tudo na cabeça com uma espécie de turbante e saiu correndo do trabalho. Estava ridículo. Havia se conferido no espelho do banheiro, mas era melhor do que se tornar uma aberração de circo ambulante.

Pegou um táxi.

O taxista tentou puxar conversa, mas Adroaldo não estava interessado em colóquio. Desejava se ver livre daquilo que estava já lhe roendo o crânio. Podia sentir. Não era dor, mas uma leve sensação de raspagem. O monstro possuía alguma parte dura para raspar? Se sim, não pôde senti-la ou vê-la.

No hospital fora atendido com presteza surpreendente para um hospital público. Para sua surpresa, já sabiam o que estava acontecendo com ele, que foi conduzido à uma ala cheia de pessoas na mesma situação. Todos estavam em camas de hospital, lençóis brancos, lado a lado. Todos recebiam transfusão de sangue. Todos tinham um acompanhante.

Menos Adroaldo.

CONTINUA SEMANA QUE VEM

quinta-feira, 3 de abril de 2014




Indicação de página da semana: Us vs Th3m

Esta página – toda em inglês – se parece muito com um blog, em que assuntos variados surgem. Mas o mais legal é que fazem quizes e jogos bem interessantes. Dentre estes, destaco o fazedor de 2048.

Antes que você me pergunte: depois que o Flappy Bird saiu do ar, muita gente começou a fazer jogos simples. Isso aconteceu porque ficou claro que muita gente gosta MESMO de jogos em que você não precisa pensar muito. 2048 é assim. Trata-se de um jogo em que você desloca blocos que se anulam ao se tocarem, mas aí surge mais um bloco e, quando não puder mais combinar para apagar por pura falta de espaço, acabou.

O legal do fazedor de 2048 é que você faz a seleção das imagens, da cor da fonte e do fundo. Por isso mesmo, já existe por aí 2048 só com imagens de pirocas!

Por que 2048? Matemática, meu caro!
 


Eu criei um com 11 zumbis famosos do cinema. Você consegue identificar todos eles? Se sim, escreva os nomes nos comentários. Sim, absolutamente TODOS os zumbis de filmes têm nomes, que aparecem nos créditos.

O jogo está disponível na página do jogo desde o dia 01/04/14 e tem um botão aqui no Sucupiras desde ontem, 02.04.14. Abaixo uma foto para você ver aonde está:


Clique lá no botão. Se preferir, clique aqui para jogar 2048: Living-Dead Edition!

Visite Us vs Th3m para outras surpresas boas!

quarta-feira, 2 de abril de 2014







Este filme, diferente dos outros que venho mostrando aqui, não é algo apenas inspirado nos trabalhos de Lovecraft, mas uma adaptação para cinema de um conto dele – A Sombra Sobre Innsmouth – com o nome de um conto curto do homem – Dagon. O interessante é que este é um filme feito por estudantes de cinema fãs do Lovecraft, de baixo orçamento, mas ainda assim hollywoodiano.

Assista ao filme e depois, se interessar, volte aqui para ler sobre o conto e sua relação com o filme.

Vá lá. Eu espero.

O conto Dagon fala de um homem que, navegando em um denso nevoeiro, de repente esbarra no que parece ser uma ilha de musgo. Ele anda por lá e esbarra em algo estarrecedor, que o marca para sempre e destrói sua sanidade. Dagon é algo como o pai de todos os Deep Ones, que conhecemos melhor no Humanoids From The Deep. Também é um antigo deus semítico, parecido com um tritão, que ficou mais aterrador na adaptação de Lovecraft.


Em A Sombra Sobre Innsmouth, a história é bem parecida com a do filme: pescadores abandonam o Deus cristão para seguir um deus da pesca – Dagon – que além de dar peixes os deixaria ricos.


Neste filme vemos toda uma vila de híbridos de humanos com Deep Ones. O monstro que aparece no final é Dagon, ancestral dos ancestrais da vila e deus local, por isso faz sentido que o adorem por lá. A cidade que aparece no final é apenas uma das habitações ciclópicas que existem nas profundezas. Esta história não é fiel ao conto, mas o filme é algo bem feito e aterrador porque mostra os cultistas estranhos de quem o H. P. Lovecraft fala por toda sua obra... além do próprio Dagon.

terça-feira, 1 de abril de 2014




Quem lê o Sucupiras regularmente sabe que eu tracei algumas metas para 2014. O fato é que eu já consegui algumas delas. Além do conto Mundo Morto, o primeiro de 2014 e um marco de meu retorno triunfal à escrita de horror, eu reiniciei na musculação.

Digo reiniciei porque já fiz musculação antes, mas algo sempre me empatava o sucesso; torção num braço, aumento repentino e inesperado de preço, distensões musculares e até mesmo academia falindo já me afastaram de meu ideal, só que agora, parece, não vou parar até ficar gostoso como o Ryan Reynolds!

Sério: não é porque é primeiro de abril que estou dizendo isso!
 
Passei pelos médicos de praxe e ainda visitei uma nutricionista para atingir o máximo de eficiência. Posso ainda estar no início, mas esperem só até o final do ano para ver o que consegui...

...bora malhar?