quarta-feira, 14 de janeiro de 2009



Links!


Não é que o George Romero se empolgou com o Diário dos Mortos e está fazendo um filme novo? Trata-se do ...Of the Dead. No link você encontrará inclusive trailes e essas coisas!


Além disso, irão refilmar um clássico do Romero de 1973, chamado de “O Exército do Extermínio”. O novo filme se chama The Crazies e tem prevista para setembro de 2009


Mais um clipe com monstros canibais: Rock Rocket – Doidão


Música boa com tema legal: Children of Bodom - Living Dead Beat


Já que você não está fazendo nada, assista Thriller, do Michael


Versão indiana de Thriller. Essa é imperdível!


Aprenda a dançar essa porra!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009


É difícil explicar como o metal entrou e faz parte da minha vida. Há tempos eu penso em colocar isso em palavras, mas é complicado.


Para quem não conhece ou gosta desse estilo musical é mesmo impossível. Seria como tentar descrever o cheiro de uma bela macarronada para um etíope que não sabe o que é tomate, ou falar do amor físico, emocional e espiritual que se sente pela mulher amada à uma garotinha de seis anos.


De maneira que vou apenas falar do meu relacionamento com o metal.


Vai ter de servir. Se você ao entende ou aceita, ao menos respeite, pois é de um amigo muito próximo, um pouco mais velho e que me acompanha há anos que vou falar agora.


Não me lembro bem há quanto tempo eu conheço o metal. Ele nasceu rock&roll e seu avô é o blues. Muita gente, inclusive o Raul, diz que o Diabo é o pai do rock, mas a verdade é que o rock nasceu por causa do Diabo e das coisas que ele apronta por aqui. O rock é uma música de protesto, tanto que há uma banda punk do Brasil que se chama Protestantes.


O inconformismo e a revolta dos jovens, aliada à tristeza que aparece na adolescência, deram origem à muitas coisas. Entre elas o blues e depois o rock. A revolta é a mãe do metal.


Não é à toa que os nerds em geral gostem de metal, pois quanto mais inteligente o ser humano, mais ele percebe como as coisas são e mais revoltado fica. Não parece muito, mais eu sou nerd. Troquei os óculos fundo-de-garrafa por lentes de contacto, aprendi a me vestir melhor e comecei a sair mais, mas ainda prefiro ler a assistir TV, acho ruim dançar e fico embaraçado se uma mulher mexe comigo a rua.


Uma coisa que nunca mudou foi o meu apreço pelo metal, desde que o conheci. Gosto do rock, mas a amizade forte veio mesmo com o seu filho revoltado.


O metal nasceu nos anos 60. Quando estava crescendo eu estava nascendo, nos anos 70. Quando estava se difundindo, na década seguinte, eu estava crescendo e esbarrei com ele por aí. Ele andou de bicicleta comigo, em barrancos escuros à noite, enquanto eu ouvia o Judas Priest executando o Painkiller no walkman. Não dava para ter medo de se machucar com isso em mente.


Um dia, voltando pra casa não sei de onde, vi na esquina da rua Jacareúbas, no Kíssia mesmo, um monte de revistas Rock Brigade. Juntei tudo e passei dias lendo. Recortei algumas imagens e fiz colagens. Era o início da adolescência e de tardes sabendo da vida do metal.


Nos tornamos bons amigos, mas não andávamos muito juntos. Nos anos 80 e início dos 90 rolou no Brasil um estilo musical que tomou tudo. Um estilo muito chato de rock, que primava não pela parte divertida e que te mandava fazer alguma coisa a respeito do que havia de errado no mundo, mas um que reforçava que mundo era grande e assustador, que os pobres estavam fodidos, que a classe média era apática e que os ricos estavam no poder só fazendo merda. Isso e umas coisas românticas ainda mais chatas. Só servia para o cara ficar mais miserável! Me tornei inimigo desse filho do rock e praticamente parei de ouvir música brasileira por causa disso.


Também por isso não aprendi a tocar guitarra. Imagine a situação. O jovem Cão Babão pede para um amigo lhe ensinar a tocar violão (pois não tem dinheiro para pagar por aulas). O amigo lhe diz “Claro! Tem uma música do Legião Urbana que é muito fácil de aprender...”.


Na hora eu dizia “não... deixa...”.


Depois eu descobri que gostaria de aprender a tocar bateria, mas bateria deve ser um dos instrumentos mais caros e você precisa ter essa porra em casa para praticar.


Com o passar do tempo comecei a conhecer mais de perto os caras que agiam através da força do metal para dar vida à coisa. As bandas de verdade. Algumas morreram tempos atrás, outras são incompreendidas e ainda estão por aí. Percebi que não gostava só de metal. Percebi também que não gostava de todos os filhos do metal.


Mais algum tempo se passou e eu tive meus próprios filhos. Logo os iniciei no estilo de vida de quem curte metal colocando-os para ouvir um som desde a mais tenra idade, assim como passando filmes de mortos-vivos pra eles desde os dois anos de idade, quando a criança começa a falar o suficiente para manter uma conversa.


Eles já têm seus estilos prediletos e sabem fazer uma rodinha.


Grandes shows, só os de hardcore. Em Manaus ainda esperamos por um show assim. O Megadeth passou perto disso e o Iron Maiden promete.


Para você entender um pouco do que representa o metal pra mim, saiba que quando estou triste uma de suas canções vêm me socorrer. Quem já viu o filme Laranja Mecânica sabe como é isso. Uma vez eu estava no fundo do poço pensando em como as coisas não faziam sentido e ouvi o Bruce, do Iron Maiden, dizer pra não perder tempo procurando o tempo perdido, mas manjar que o tempo bom é o agora. Deixei de frescura na hora!


Há coisas que só um irmão mais velho faz por você. Mas e quando você é o irmão mais velho? Só um amigo mais sábio pode te ajudar.


Como o metal tem uma origem multidisciplinar, funciona parecido com uma Bíblia: foi escrito por muitos, tem um tema central e muitas formas de ver a mesma coisa. Se quiser uma idéia, um consolo, um ombro amigo ou ver o que foi feito em situação similar, procure em meio ao metal.


O metal também pode simplesmente servir para divertir. Há músicas que funcionam como histórias de terror, como histórias de amor (pé no chão), histórias de homens durões e de mulheres que enrolariam o próprio Diabo...


O metal é meu amigo, nada me faltará! Se eu andar no Vale da Sombra e da Morte, não temerei mal algum: um som pesado vai me deixar à vontade.


Nas palavras de Jack Black: you can’t kill The Metal. The Metal will live on!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009


Dias preguiçosos. Ao menos retomei os trabalhos parados. Os jogos já não me satisfazem e eu tenho tempo para visitar lugares e pessoas, mas não disposição.

Saio mesmo assim. Ficar em casa fazendo o quê?

Mesmo sem grana, uma vez que para passear sempre há alguém para te pagar as coisas. Um dia serei eu pagando as coisas para as pessoas.

Ontem fui ver O Dia Em Que Terra Parou. O original é melhor em vários aspectos do que esta nova versão, que prima mais pelas explosões, lutas e efeitos especiais. O que o alien veio fazer aqui na Terra mudou, além do fato de que ele resolvia tudo usando inteligência e calma, ao passo que na versão 2009 ele tem telepatia e mecanopatia.

Eu não vou contar o filme. Vão ver!

Na saída comi um sanduíche no Bob’s que custava apenas R$ 2,49. É um negócio preparado com salada de maionese e vegetais crus que lembra muito aquela salada de jantar. O suco pequeno é mais caro que esse sanduíche. Tanto o filme quanto a comida desfrutei ao lado da Mamma e do Irmão Rômulo, que deve viajar novamente na segunda-feira, rumo a Margarita, de carro com a Nailza, sua gata.

Recebi gente aqui em casa para ver filmes. Era para eles terem vindo no sábado passado, mas houve falha de comunicação. Dessa vez eles vieram, mas faltei o budô taijutsu para recebê-los e isso me deixou um pouco inquieto: já não houve treino no sábado passado e começo a sentir isso de uma maneira difícil de explicar. A reunião foi muito boa, mas a verdade é que eu esperava bem mais gente. Porque será que o povo só vêm em pares pra cá pra casa?

Dessa vez foi o Perseu e a Talita, dois bons amigos. O lado bom de vir menos gente é que a gente fica mais próximo, tudo fica mais simples e legal. A única coisa chata é que acabou muito cedo e às oito da noite já estava tudo muito quieto por aqui.

Ver filmes, rir e comer com os amigos. Tinha de ser bom, né? Passamos no DB e compramos material para cachorro-quente, suco, queijo e presunto. Assistimos antes disso Planeta Terror e depois disso O Destino de Miguel.

Todo final de semana têm sido muito legal e geralmente eu espero a segunda ou a terça para falar sobre isso, mas estou ansioso e resolvi começar a escrever logo alguma coisa. Não tenho nada planejado para o domingo e seria bom começar a me mexer logo.

Como fiquei mal acostumado com a Internet superior lá do trabalho, meio que parei de baixar coisas e mesmo passo um dia sem nem sentar à frente do computador para navegar. Para jogar, não: estou enjoando dos jogos, mas continuo jogando.

Com tempo demais na minha mão visitei gente durante a semana e mesmo sexta-feira, depois de chegar em casa, fui ver A Casa de Cera na casa de um brother daqui da rua, o Roberto, só para não ficar em casa. O Roberto é um amigo de longa data que durante algum tempo morou do outro lado do Rio Negro, só há pouco tempo retornando para cá. É bom estar em companhia dele.

Semana que vem as crianças retornam e minha rotina vai mudar mais uma vez. Apesar dos homens em geral gostarem de rotina e de previsibilidade em suas vidas, é a quebra da rotina que lhe permite evoluir e usar a cabeça.

Depois dos filmes pensava em ir ao Porão do Alemão. Pensei que iria com o Rômulo, inclusive, mas baixou uma moleza federal. Dormi pouco de ontem pra hoje e fiquei com sono, mas sei que não é só deitar e dormir. Esses dias frios são muito ruins, pois não tenho vontade de sair de casa. Deus sabe o que faz e me fez manauara: dia frio aqui é raro e nem é frio de verdade.

Além disso, o Rômulo iria buscar a Nailza no aeroporto perto da meia-noite.

Fomos até lá com o Lécio, que é nosso brother desde o ensino médio. É bom passar um tempo com o cara, que está mais engajado com a família e com a namorada neste momento e que por isso não tem passado muito por aqui.

Depois de pegarmos a Nailza e de a largarmos em sua casa com o Irmão Rômulo, aonde fui formalmente apresentado ao Arino, irmão dela, voltei conversando com o Lécio. Falava pra ele como vai a minha vida. Você que lê o Sucupiras nem precisa que eu repita nesse assunto.

Acordei perto das 13h30 no domingo. As pessoas em seus quartos e a comida em cima da mesa. Preferi, como sempre, tomar um café com leite a almoçar direto. Descobri que o computador do Irmão Rômulo está dando pau quando abrimos umas cinco janelas, principalmente de coisas pesadas como e-mail. Já que ele tem coisas a enviar ao trabalho, deixei o computador dele pra lá e voltei a digitar um pouco no meu.

Depois o Irmão Rômulo voltou por aqui. Agora, só final do mês, quando finalmente volta de Margarita. Ele me pediu para meter a Internet no meu computador e guardar o dele em local seguro. OK. Agora, o chato é que a Internet e o meu computador ficam no quarto dele, e a Mamma vai marcar mais de perto o tempo que eu, ou qualquer um que eu queira mostrar algo no computa, passar por aqui.

Acabei fazendo nada de mais mesmo, mas em contrapartida fiquei com um amigo a tarde toda conversando e essas coisas. Queria que o Sol saísse, mas não saiu, daí fiquei mesmo na toca.

Ei, tou de férias! Me chama que eu vou!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009


Ontem eu fiquei meio sem ter o que fazer. Como venho melhorando o meu espírito, sentindo-me cada vez mais confiante, esperto, forte, bonito, aconteceu um efeito colateral inesperado.

Eu não gastei energia o suficiente. Fui ao Centro acompanhando meu irmão, mas fizemos as coisas no ritmo dele, mais lento que o meu. Isso fez que eu ficasse mais distraído, pois a paciência fica rala quando você tem disposição para correr, mas está em uma fila de banco ou esperando por alguém. Fomo também atrás de receber um reembolso e mais uma vez fiquei mais esperando que qualquer outra coisa.

Depois de chegarmos em casa, ficamos vendo teve porque os raios queimariam o computador e a chuva torrencial nos proibia até de pisar fora de casa. Depois ainda chegaram o papai e a Mamma, de maneira que tive de dar atenção. Explico: eles são separados, de modo que o além de tudo o papai é visita.

Papai tem dois filhos que apareceram depois, com uma outra mulher. Um casal. Eles muito são jovens e eu passei e assisti com eles o Afro Samurai completo que eu tenho aqui em casa.

O resultado foi uma insônia depois que partiram. Eu comecei vendo TV, joguei uns três jogos diferentes no computador, passei a um livro e quando enjoei de ler eram mais de cinco da manhã.

Estava absolutamente sem sono e sabia que se fosse ao computador seria pior, pois ficaria dolorido e não iria ficar muito mais cansado. Estava com fome, também, mas se enchesse a barriga não dormiria. Tomei meio litro de suco de caju, que é hidratante e alimenta. Saúde em primeiro lugar.

Logo eram seis da manhã e tentei ver o Sol nascer. Fui frustrado, pois a mata é tão alta perto de casa que está claro quando a gente consegue ver o Astro-Rei.

Para quem não tem insônia parece que esse tempo que passou foi pequeno, até porque o post é pequeno e porque o tempo que eu passo na gandaia por aí é igual e não raro eu durmo mesmo perto das cinco da matina, mas se você está ocupado o tempo voa. Só de leitura fora mais de três horas: há quanto tempo você não lê ininterruptamente por tanto tempo assim?

Quando você deixa de se ocupar, coisas sinistras vêm à sua mente. Você se lembra, também dos problemas, nunca que está de férias e que pode dormir até tarde, por exemplo. Você pensa sempre naquilo que te incomoda mais, como se o Diabo estivesse soprando no seu ouvido.

Está gordo? Vai ficar pensando nisso! Está doente? Vai ficar pensando nisso! Deve Deus e o Mundo? Vai ficar pensando nisso! Careca? Foco nisso! Dia cheio? Na veia!

No meu caso é o velho lance da solidão e da falta de vontade de vencer na vida. Eu já conheço os macetes e aprendi a evitar a tristeza. Se isso persiste eu simplesmente me cerco de amigos e faço algo construtivo, é só procurar que você sempre tem algo construtivo para fazer. Se não tiver, vá ajudar a sua mãe que o trabalho já vai te manter a mente ocupada. Faço isso ouvindo heavy metal: cantando e lavando pratos não dá para fazer mais nada.

Mas e quando você sabe que está gripado, que para melhorar tem mais é que dormir e que são seis horas da manhã, de modo que não dá para ouvir metal ou procurar amigos? Você deita e a mente viaja. Viaja para o lado sombrio quando você se distrai. É por isso que eu fico chateado com insônia,você se lembra desde um gato que maltratou até das vezes que broxou.

Graças à Deus minha insônia é apenas uma dificuldade para dormir, normalmente relacionada com a falta de paz de espírito que me acompanha há tanto tempo. Como meu espírito está à caminho da paz, a insônia é cada vez menos freqüente. Como dessa vez, em que eu fiquei acordado por estar com energia demais.

O equilíbrio é a chave e ontem eu estava ligado!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009


Final de semana muito bom, como estou acostumado, graças à Deus!

E como sempre começa na sexta, se bem que nesta sexta eu fui com mais calma.

Na sexta-feira eu fui dispensado do trabalho e fiquei tranqüilo. Larguei o Mortal Kombat na frente dos meninos e eles me deixaram surfar na net um tempão. À noite levei-os para a casa da mãe deles, no São José e na volta um amigo, o Flávio, resolveu me levar para um bar que todos conhecem, mesmo sem ter ido por lá: Bar do Armando.

O Bar do Armando tem fama de ser local para filósofos e desocupados em geral ficarem discutindo loucuras e viajando na maionese. Como vocês devem saber, eu não bebo, mas sempre que esse brother me leva para um bar novo, tenho de dividir alguma cerveja com ele. Na primeira vez, Bar do Carlão, próximo ao INPA, foi uma pra nós dois, na segunda, mesmo local, foi uma pra cada um e eu fiquei com os olhos inflamados. Desta vez foram três para nós dois. Fiquei tontinho.

O que é mais interessante é que conversamos justo sobre Fim do Mundo, velhas bonitas, livrarias falidas, ocultismo, metal, garçom safado... viajamos na maionese. Passamos na sua casa e eu esqueci o celular lá. Estava num estado miserável. Beber não é legal mesmo, mas não deixaria o amigo beber sozinho: se houvesse mais alguém bebendo com ele eu não faria isso. Só fiz isso, também, três vezes em oito anos de amizade.

Ele me deixou perto da casa da Nailza, a namorada do Irmão Rômulo, e eu fui capengando para lá. Pensei que dormiria logo, mas tive insônia e pensamentos ruins começaram a aflorar. Daí lembrei-me do bom e velho rock&roll e pensando em uma música, logo deixei isso pra lá. Fui ler um livro e terminei dormindo, mas muito tarde.

No sábado eu levantei tarde, comi algo e depois de um banho me mandei para a casa da Mamma. Eu deveria receber uma moçada lá para ver uns filmes, os mesmo estagiários que me chamaram para sua confraternização deles, que foi muito boa e intimista. No caminho para a Mamma, percebi que o celular seria necessário e fui à casa do Flávio para retomá-lo. Fiquei por lá vendo um filme até às 15:00 horas, quando finalmente saí para preparar a arena para o encontro.

Adivinha só o que aconteceu? O que normalmente acontece quando eu marco as coisas aqui em casa, que é o povo quase todo não aparecer por problemas variados. Veio o Brother Perseu e um brother dele, Thiago, e depois de passarmos por um pequeno rancho assistimos ao Reino Proibido e ao Hancock.

Os caras voltaram pra casa do Perseu para resolver pendências e depois de voltarem à minha casa, fomos ao Porão do Alemão. Quase que o Thiago não entra por não ter carteira e sim, cara de menino!

Mais uma vez, o troço começou devagar, com o Belladonna tocando aquelas coisas anos 80 do Brasil que o povo tanto gosta e que eu detesto. Já estava com vergonha dos companheiros quando começaram a tocar os clássicos do heavy metal. Rolou desde The Doors até Kiss, de Black Sabbath a Sistem of a Down.

Depois do Belladonna entrou a Barflies. Os caras demoraram uma hora para tocar devido a problemas técnicos. Depois de começarem com Live and Let Die – versão Guns&Roses – ainda tiveram a corda de uma das guitarras quebradas. Levaram a princípio um monte de música pop, mas passaram a tocar o bom e velho rock decente, que eu preciso enfiar na veia todos os dias, sendo que no final de semana tem de ser ao vivo.

Uma vez mais, aconteceu de uma garota no Porão começar a me agarrar. Essa garota em especial estava agarrando a todos, mas como ela começou com um cara que a ignorou sumariamente, ela ficou meio de banda por um tempo. Depois ela veio em mim e me abraçou por trás e eu fui logo abraçando esta para bater cabeça. Depois disso, o couro comeu lá: ela agarrou que só o Perseu e fazia língua de serpente para o Thiago, agarrou outros também, até que rolou a tal rodinha com vários mutantes se matando por lá. Quando em Roma, faça como os romanos: eu e os outros magrelinhos entramos na baderna e até que a gente não se arrebentou. Gritei muito e me diverti talvez mais que nos outros dias, pois estava com amigos que chegara e foram embora comigo. E muito bons amigos! Fiquei rouco por dois dias, sem falaz no clássico zumbido nos ouvidos. Destaque para o retorno de Bruno Sombra.

No domingo tivemos BlogMao, que é um encontro de blogueiros e afins. O troço foi parecido com o que aconteceu aqui em casa, de modo que com a chuva que rolou torrencialmente em algumas partes da cidade seguraram as pessoas em suas residências. Mas eu acho que foi bobagem, pois além de ter sido muito bom, durou muito. Acabou perto de 20:00 horas. Por um lado foi bom ter ido pouca gente. Podia dar mais atenção para cada um, fiz novos amigos, o que sempre é bom, e como só haviam homens lá, podíamos falar de mulheres, porres e afins.

Hoje o Rômulo chegou, assim como o irmão da Nailza. Eu estou de férias e de volta à casa da Mamma. Valeu o final de semana, valeu a experiência!

Prevejo um mês do caralho!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009






Quatro momentos do mesmo homem: menino, homem, mulher e macho.

Faz tempo tive a idéia de botar por aqui algo sobre as quatro facetas básicas do homem. Falo das porções homem, mulher, macho e menino que todos os humanos masculinos carregam consigo. Além de servir para identificar ao brother para onde ele pende mais, lembrando sempre que o equilíbrio é o mais desejado, serve para a menina manjar porque homem é o que é e provar que nós não somos nem nunca seremos todos iguais. Assim como vocês, mulherzinhas, diga-se de passagem.


MENINO – A primeira porção que se manifesta na gente. A porção menino é o que faz a gente ser infantil a vida toda e treinamos muito isso durante a mais infância, normalmente incentivados por pai e mãe. Quando adolescentes e a porção macho aflora, é a parte que faz a gente ter medo de chegar nas meninas. Quando adulto é o menino que não te deixa largar o vídeo-game ou querer comprar coisas bonitas e novinhas, como um carro cheio de coisas. O contrário do que muita gente pensa, o menino é quem te leva a jogar bola, não o macho. È o menino quem te faz ter medo da responsabilidade e é ele quem te faz contar piadas, bagunçar e passar trotes. É amigo da porção macho e antagonista da porção homem: quanto mais homem, menos menino.


Personalidades: Marcos Mion; Sérgio Malandro

Filmes: Curtindo a Vida Adoidado; Cara, Cadê meu Carro?

Comida: Junk food

Mulher: engraçada, gostosa, bem humorada, tolerante.


HOMEM – Pode nunca se manifestar verdadeiramente num humano masculino. O homem é uma espécie de herói, que tem atitudes fortes e toma decisões acertadas. Muitos pensam que o macho faz o cara ter coragem, mas o homem é que é corajoso, ao passo que o macho meramente se lança sem ter noção do que está fazendo. Corajoso é quem sabe dos riscos, mas os enfrenta se necessário. O homem é detentor da filosofia e da cabeça feita, ele chega e faz. É pouco emotivo e nada intuitivo. É amigo da porção mulher e é antagonista da porção menino.


Personalidades: Sir Thomas Sean Connery; Harrison Ford

Filmes: Os Infiltrados; O Ultimato Bourne

Comida: Bem feita, com um bom acompanhamento e servida sem demora.

Mulher: Que o admira e se vira bem sozinha. Bonita e gostosa.


MULHER – Está sempre ali e aparece logo depois da infância. É extremamente desenvolvida naqueles que se descobrirão homossexuais, mas é comum à todos os humanos. É o lado feminino que o faz se apaixonar, gostar verdadeiramente de alguma coisa ou se esmerar em algo que não é diretamente ligado ao crescimento pessoal ou aos negócios ou sequer pode ser prático, como a apreciação artística. Dessa porção que vem a intuição e a emotividade. É por causa do lado feminino que se age pela emoção, muitas vezes acertadamente. A vaidade masculina vem do lado feminino. A gente chora por causa dele. Altruísta e empática. É amiga da porção homem e antagonista da porção macho.


Personalidades: Rodrigo Amarante; Robert Smith

Filmes: Do Que as Mulheres Gostam; P.S.: Eu Te Amo

Comida: Quando o homem sabe cozinhar adora a própria comida.

Mulher: Linda e apaixonada. Gostosa.


MACHO – Uma força da natureza. Gosta de pensar que nas condições certas, bate em todo mundo e come todo mundo. Tem uma franca tendência à excessos. Prefere bater à debater e é consciente do que um bom murro pode fazer, pois já se enrolou em diversas brigas por aí. Tem prazeres simples e por isso mesmo se sente deslocado na sociedade cada vez mais seletiva e refinada em que vivemos, mesmo com a massificação. Nem por isso fica abatido, pois existem enormes áreas de resistência da cultura bárbara a que estão acostumados, como bares, prostíbulos e estádios de esportes. É o lado que faz a gente reagir sem pensar nas conseqüências e o que menos dá valor ao espírito das mulheres, mas curiosamente, talvez por ser um espírito primitivo, desperte instintos reprodutivos e mesmo maternais em várias delas. É amigo do lado menino e averso ao lado feminino, pondo inclusive apelidos depreciativos em quem tem esse lado desenvolvido.


Personalidades: Jimmy, Carlão

Filmes: Gladiador; 300

Comida: Algo de tempero forte e em grande quantidade, como feijoada, churrasco ou macarronada.

Mulher: Todas. Gostosas ou não. Dando pra ele, pode até ser uma pessoa horrível.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009


Resumo do final do All Flesh Must Be Eaten

Depois de se livrarem dos mortos que pareciam estar caindo de inanição, o grupo de busca e extermínio decide subir em uma torre para olhar os arredores, mas não encontram sinal de movimento nas redondezas. Partem para o Centro.

Chegando lá, percebem que os sobreviventes tentaram uma fuga em massa, pois o Centro está quase que totalmente congestionado. Há mais dos mortos enrijecidos pelo chão e mesmo dentro dos carros. Para conseguir uma melhor vista, decidem subir em um prédio em frente à Praça do Congresso, mas não conseguem ver além do Palácio do Comércio.

Entram em alguns apartamentos e conseguem suprimentos e afins, assim como informações com os sobreviventes que resolveram não abrir as portas para eles. Com os sobreviventes isolados em seus lares, descobrem que dois dias atrás os zumbis partiram em direção ao final da avenida, talvez em direção à área comercial do Centro. Eles descem o prédio, sempre tomando muito cuidado, e seguem a avenida até o fim, encontrando cada vez mais corpos mutilados e ressecados, vários ainda tentando se mover inutilmente.

O aspecto dos monstros havia mudado: agora eram avermelhados e brilhantes como presuntos defumados.

Os heróis começam a se mover em direção ao Porto de Manaus, mas ao chegar à Praça Tenreiro Aranha, descobrem algumas centenas dos mortos ainda funcionais, com o seu líder no meio, tal qual aconteceu em Anamã. Escondem-se sem serem vistos e invadem um prédio público contíguo à praça.

Enquanto o soldado, o paramédico e o detetive da homicídios bloqueavam freneticamente a porta invadida, a atiradora e o balconista de vídeo-locadora se preparavam, no sexto andar, para atirar no zumbi mestre da Cidade de Manaus.

O monstro parecia preocupado com os seus e falava algo com eles, o que o binóculo não podia revelar. Percebia-se que o ar maligno que exibia na Estrada da Ponta Negra havia desaparecido.

Lentamente, estancou e foi se virando para a atiradora. Olhava direto para onde ela estava, mesmo que a janela espelhada não o permitisse. Depois se virou e pediu algo para os que estavam à sua volta. Era um pedaço de papelão e ele começou e escrever algo. Com o coração nas têmporas e com a mente dando voltas, a atiradora pôde ler a mensagem que o maldito escrevera à ela.

COMIDA PARA O MEU POVO

Depois disso, ele baixou o papelão e ficou imóvel, encarando ela. Logo todos faziam o mesmo. Depois de confabular com o balconista, ela resolveu atirar. Acertou o olho esquerdo.

Foi aí que o inferno começou.

Um grito horrível de ódio e fúria se elevou. Era sobrenaturalmente forte, e mesmo os que faziam as barricadas e jaziam descansando no chão, exaustos, levantaram-se de pronto. Lá fora, todos se moviam em direção à porta, mas lerdos demais...

...exceto pela guarda pessoal do zumbi mestre...

Do sexto andar, os dois podiam ver dois monstros musculosos jogando os zumbis para o lado na sua passagem, um incrivelmente gordo e inchado também abrindo caminho e um outro, incrivelmente rápido, quase sem carne na cabeça. Seu mestre também avançava rapidamente.

O balconista atira e erra. A atiradora procura pelo líder, mas este se esconde atrás do gordo inchado, então mata um dos musculosos com um tiro no alto da cabeça.

Logo o grupo de sobreviventes está no subsolo, dispostos a sair do prédio com um carro que encontraram lá. Fazem isso, mas não vão além da Praça da Polícia, pois o engarrafamento os surpreende. Sem tempo para planejar, entram no Colégio Estadual, feito em pedra e reforçado com metal, o melhor prédio para uma defesa desesperada.

A elite malcheirosa os alcança, logo após terminarem as barricadas. O maior deles havia pulado os portões de ferro e estava batendo com um vergalhão de ferro no mesmo lugar, segundo a segundo, abrindo o buraco inicial para uma fresta, que se alargava.

Os vivos reuniram-se em torno da porta, menos a atiradora e o balconista. Estes espreitavam por uma janela. O gordo estava lá fora, parado em frente ao portão, seu mestre escondeu-se atrás dele assim que viu a arma sempre pronta da atiradora. O gigante estava destruindo a porta e o ligeirinho pulava o muro neste momento.

A mulher tenta atirar na cabeça do morto ligeiro, mas erra e é salva pelo balconista que fecha a janela com um encontrão. Imediatamente ouve-se as batidas desesperadas do lépido faminto.

Com impaciência e urgência na voz, grita “usem as granadas”. O militar olha pela fresta, de longe, e no intervalo entre uma pancada e outra do vergalhão manda a granada lá pra fora pelo buraco que este abrira.

Como não foram contados dez segundos, parece que uma eternidade se passa até que o detetive pergunta “não vai estourar não?”.

Daí, explosão. Já estavam todos no chão, com as cabeças cobertas. As pancadas pararam, mas era impossível ver pelo buraco o agressor da porta ou os que esperavam do outro lado do portão. Não sem chegar muito perto, coisa que ninguém faria.

Subindo ao segundo andar, o detetive da homicídios pretendia matar o zumbi mestre, mas faz mira para matar o gordo, uma vez que este deveria estar na frente do líder. Todos lá embaixo ouvem um som molhado arrepiante logo após o disparo, como se uma caixa d’água cheia de catarro desabasse lá fora. A atiradora corre para cima para ver o que se passa e descobre o policial com olhos arregalados e sem expressão definível no rosto. Ele repetia baixo e gaguejando “E-ele explodiu! Explodiu! Se eu estivesse lá fora...”. Ao olhar pela janela, ela vê as escadas do colégio encharcadas de um sangue negro e fétido. O monstro forte e o da cabeça descarnada caídos.

Mas nem sinal do líder.

Ela e o balconista resolvem sair e logo fazem uma busca pela porta dos fundos, todos juntos, antes que o resto da horda cambaleante os cercasse. Perto da porta oposta à principal, no entanto, encontram o zumbi mestre dentro do colégio, as mão estendidas ao longo do corpo, uma postura nada ameaçadora. Com um movimento propositalmente lento e cuidadoso, este levanta a mão direita em sinal de paz e diz, numa voz horrível e rascante, COMIDA PARA O MEU POVO.

E não se move mais um milímetro, como se esperasse uma resposta às suas palavras. A resposta foi o desejo de meter uma bala à queima-roupa em seu rosto, vindo de todos, mas estava paralisados por alguma força sinistra. Daí perceberam que o gesto não era de paz, mas um sortilégio que os enraizava no chão.

O pânico começa a atingir proporções épicas quando ele anda os poucos metros que o separam do grupo e diz ARMAS NÃO BOM, ao mesmo tempo em que retira facilmente a semi-automática da mão da atiradora. Ainda que fosse um movimento gentil e lento do monstro, ela pôde sentir uma força cruel vindo da mão mumificada.

De repente, o som de um avião se agiganta sobre eles. De uma janela próxima, podem ver um grande avião de carga militar despejando uma enorme bomba presa a um pára-quedas, bem de onde deveriam estar vindo os reforços do morto-vivo.

O líder dos cadáveres perde o interesse neles e caminha para a janela. Vela apenas um instante para que percebam que podem correr, o que o fazem de pronto. Na rua, avistam um bueiro e lembram que há galerias por todos os lados no Centro. Grandes e fortes galerias, construídas muitos anos atrás, feitas para durar.

Se atiram lá para baixo, logo antes da ensurdecedora explosão.

Toda a galeria treme e eles ouvem prédios próximos desabando. Lá dentro reina a escuridão e o silêncio no minuto seguinte. Decidem andar até onde for possível, fugindo do Centro destruído. Decidem sair à superfície perto do final da Joaquim Nabuco e caminham até o Olímpico Clube antes de serem interceptados por militares americanos. Os militares explicam que não podiam atacam antes, mesmo com o curto de toda a vida na cidade, sem ter de destruir a cidade inteira. Agora é só questão de tempo até que limpem o que restou do inimigo.

Mas algo os incomodava profundamente.

Nunca viram um zumbi mestre morrer. Ao contrário, já balearam a cabeça de dois deles e estes não morreram. Além disso, o último estava dentro de um prédio que o protegeria dos efeitos da explosão, exceto do desabamento deste. Mas e se esse líder for verdadeiramente imortal? Inteligente e com poderes profanos, seria apenas questão de tempo até que ele encontrasse um meio de recomeçar a espalhar suas crias por aí.

O fim? Só o tempo dirá!